Conhecer os problemas que cerca as nossas cidades que vivemos não é suficiente. Saber como abordar pessoas ou determinados grupos de pessoas para evangelização, também não basta. É necessário sentir o entusiasmo missionário. É o entusiasmo que realmente nos impulsiona a pregar. É o desejo de ver pessoas sendo transformadas, libertadas e curadas por Cristo que nos leva as missões. E há somente um caminho pelo qual pessoas podem ser transformadas – a evangelização e o discipulado! 

A única forma de alcançar pessoas, alcançar aqueles que ainda não conhecem Cristo é o evangelismo. Pesquisas têm mostrado que, a igrejas americanas, por exemplo, têm negligenciado o mandamento “ide, fazei discípulos Mateus 28:19, em grande medida é a própria estrutura igreja que impede a maturidade dos discípulos. 

É muito comum vermos igrejas destinando recursos ao ensino, ao louvor, e às vezes até ao evangelismo, porém pouco vemos investimento em um discipulado que leve pessoas a maturidade espiritual. 

Quando falamos em missões o usual é focarmos no “ide” esquecendo-nos do “fazei discípulos” que, em verdade, está aglutinado aos mandamentos de Jesus, uma coisa não está separada da outra, pelo contrário, são uma coisa só. Está Escrito: 

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 
Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” Mateus 28:19-20. 

Isto é, não basta ganhar (evangelizar) é necessário ensinar como caminhar. Dessa forma, o primeiro ponto que devemos pensar é como os Apóstolos na igreja primitiva faziam discípulos e como podemos aplicar estes ensinamentos Apostólicos ao nosso contexto. 

O objetivo do “ide, fazei discípulos” é levar incrédulos a fé em Jesus para que eles também se tornem discípulos de Jesus, isto é Cristão. Porém, a conversão não é o fim, mas o início de uma jornada que durará a vida inteira. Uma jornada de contínuo encorajamento para que o Cristão se pareça cada dia mais com o Mestre Jesus. Isto é o amadurecimento espiritual. Parece com Cristo deve ser o objetivo de todo cristão. 

Dessa maneira, a igreja, precisa pensar nos dois pontos, a evangelização e como levar pessoas à maturidade espiritual. Como vimos, em Mateus 28: 19-20, estes dois pontos não podem ser desconectados da realidade cristã. Evangelismo e ensino para maturidade são indissolúveis. 

Isto é o que caracterizava o ministério de Jesus e, posteriormente o ministério dos apóstolos na igreja primitiva. Existia as multidões e existia os discípulos. O objetivo é sempre buscar a maturidade espiritual. 

Assim, podemos ver que fazer discípulo é seguir a Cristo, e para isso podemos delinear alguns passos: 

  1. Entender e permitir-se ser referência para os mais jovens na fé. Está escrito: 

Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.”  

1 Coríntios 11:1. 

  1. Entender que seguir Jesus significa servir a Cristo e ao próximo. Como está escrito:  

Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará.”  

João 12:26. 

Servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens.”  

Efésios 6:7. 

  1. Entender que há uma forma correta de seguir Jesus: Renunciar a si mesmo

Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me;”  

Mateus 16:24. 

Assim, entendendo corretamente o que é ser discípulo de Jesus é possível reconhecer outros discípulos de Jesus e a si mesmo quando confirmamos as características dos discípulos verdadeiros. 

  1. O discípulo permanece na Palavra.  

Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos;”  

João 8:31. 

  1. O discípulo ama o próximo. 

Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos,  

se vos amardes uns aos outros. 

 João 13:35. 

  1. O discípulo dá frutos. 

Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos.”  

João 15:8. 

Quando entendemos o que é ser um discípulo de Jesus e quando nós nos reconhecemos como discípulos. naturalmente nos tornamos pescadores de Homens, este é o resultado natural, ser impulsionado a trazer cada vez mais pessoas a fé em Cristo Jesus. 

Porque como o Pai enviou o Filho para nos redimir, Cristo nos envia para anunciar Sua obra, para fazê-lo conhecido por toda a Terra. E isso, significa estar envolvido na sociedade de forma sacrificial, como Cristo. É servir a Cristo servindo o próximo. E neste serviço sacrificial a evangelização é essencial, pois a Igreja e o anuncio de Cristo é o centro dos objetivos de Deus para o mundo. 

E este objetivo não termina na evangelização e na conversão, mas segue com o discipulado. 

Compreendendo a situação de Mateus 28:19-20, podemos começar a esboçar os objetivos da Igreja no seu trabalho missionário a partir, claro, do que as Escrituras. O Novo Testamento esclarece que o objetivo principal do Igreja é a Proclamação, o Ensino, o Serviço, a Comunhão, e Adoração. Para efeito didático: PESCA

É comum vermos alguns pontos serem negligenciados. Em algumas igrejas a evangelização, por exemplo, em outras o ensino, igrejas muito grandes tendem a negligenciar a comunhão, outras prestam bons serviços à comunidade mais não ensinam o evangelho. É possível criar uma comunidade enorme que os objetivos não são Cristo e o Evangelho. 

Por isso, é necessário ter intencionalidade nos trabalhos realizados. Como culto de louvor e adoração, Escolas Bíblicas, cultos de Ensino ou pequenos grupos de ensino, todos os trabalhos e ministérios devem sempre buscar o amadurecimento espiritual do discípulo. 

Referências:   

Robson R. S. Missão Urbana, fundamentos, desafios e implicações. Columbia, SC: Amazon, 2016. Digital. 

Danver M; Dunlop J. Comunidade Cativante, onde o poder de Deus torna a Igreja atraente. São José dos Campos, SP: Fiel, 2016. 

BÍBLIA, Estudo Palavra-Chave Hebraico e Grego. 4 ed. Rio de Janeiro. CPAD, 2015. Impresso.     

Marchall, I. Howard. Comentário Bíblico Vida Nova. D. A. Carson et.al. São Paulo: Vida Nova, 2017. Impresso.     

Keener, S. Carig. Comentário Histórico-cultural da Bíblia – Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2018. Impresso. 

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